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Estiagem pode afetar plantações de laranja no centro-oeste paulista

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É época de safra e há um grande desafio: a produção de laranja precisa ser maior este ano. No entanto, a colheita tende a ser menor nas plantações que não contam com irrigação.

A fruta mais produzida no Brasil pode ser colhida o ano inteiro e parte dos pomares está no centro oeste paulista. No passado, a região já liderou a produção nacional, mas a crise que atingiu o setor no início dos anos 2000, reduziu e muito o número de pomares.
Atualmente a região tem entre 10 e 15 milhões de pés de laranja. O produtor de laranja Frauzo Sanches passou pela crise e continua plantando. Na propriedade, com 60 hectares, ele tem 42 mil árvores. Com sistema de irrigação por gotejamento, enfrentou a estiagem e espera uma boa colheita.
O Brasil registrou duas quedas seguidas nas duas safras anteriores. Este ano, a estimativa inicial do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), é que sejam produzidas 300 milhões de caixas de laranja no cinturão citrícola, que reúne o estado de São Paulo e o triângulo mineiro. Só que, por causa do clima, essa previsão pode não se concretizar.
Em outra propriedade de 650 hectares no município de Avaí (SP), tem 390 mil pés de laranja pera. As árvores estão carregadas, isso porque estamos no início da melhor colheita do ano.
Cada pé de laranja produz, em média, 160 quilos da fruta. Uma grande oportunidade para o trabalhador rural, Josivaldo Oliveira Santos, que veio de Sergipe pra trabalhar no campo e sustentar a família.
O Josivaldo chega a colher mais de 200 caixas de laranja por dia e a quantidade poderia ser bem maior se as mudanças climáticas não tivessem prejudicado a agricultura nos últimos anos.
O que garantiu bons frutos na lavoura do Paulo Sérgio Martins de Campos foi o investimento em irrigação por gotejamento. Mesmo com todo o investimento, uma parte das plantas não suportou as temperaturas baixas e a estiagem. A geada registrada no mês de julho atingiu 30% da produção. As árvores secas e frutas que não desenvolveram.
O engenheiro agrônomo, Mateus Carvalho de Souza, explica que tem jeito de recuperar parte das árvores atingidas, mas é preciso tempo e dedicação.
Mesmo com as perdas na lavoura, a laranja está valorizada. O quilo no mercado interno está sendo vendido por R$ 1,60. 40 centavos a mais que no ano passado.
Além de ter investido no campo, Paulo Sérgio montou uma estrutura completa pra atender a necessidade dos clientes. É um centro de distribuição automatizado, que recebe 100 toneladas de laranja todos os dias.
As caixas são descarregadas em uma esteira programada pra separar as frutas por tamanho. As que não atendem os padrões de mercado são vendidas para as indústrias de suco. As selecionadas são lavadas, em uma balsa, passam pelo processo de secagem e em seguida recebem uma cera que fecha os poros da casca, dá brilho e retarda o amadurecimento da fruta.
Depois de separados todos os pedidos, as caixas são divididas em lotes por cliente. O carregador responsável pelo setor enche os caminhões que saem pra entrega em várias regiões do Brasil.
Fonte: G1
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