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SP vai distribuir 4,5 milhões de doses da Coronavac para o Brasil

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O governo do Estado de São Paulo começa nesta segunda-feira a entregar as doses da Coronavac ao Ministério da Saúde para a imunização dos brasileiros contra a Covid-19. Cerca de 4,5 milhões de doses prontas para aplicação serão encaminhadas para um Centro de Distribuição e Logística do Ministério da Saúde, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

“As doses entregues ao Ministério da Saúde serão destinadas para todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal. Vamos aguardar que, neste domingo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorize o uso emergencial da vacina do Instituto Butantan, assim como esperamos que o faça também para a vacina AstraZenica. O governo de São Paulo torce, pede e recomenda, dentro do seu limite, que a Anvisa e o Ministério da Saúde adotem vacinas, não só a vacina do Butantan, não apenas a vacina da Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], mas também outras vacinas diante do quadro gravíssimo de saúde pública no país”, afirmou o governador João Doria (PSDB).

O governador lembrou que o governo de São Paulo adotou em maio de 2020 as “medidas acautelatórias e contratuais para termos uma vacina segura, eficaz e disponível para os brasileiros”“São Paulo agiu em defesa da vida, da saúde e da proteção de todos”, reforçou.

As doses deverão ser utilizadas após a aprovação da Anvisa. O Butantan já dispõe de 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses.

Eficácia

A vacina do Butantan contra o coronavírus obteve 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil, além de proteção de 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves da Covid-19. Todos os índices são superiores ao patamar de 50% exigido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Os resultados foram submetidos a um comitê internacional independente e já estão com a Anvisa, que analisa o pedido de uso emergencial do imunizante no Brasil. A pesquisa envolveu 16 centros de pesquisa científica em sete Estados e o Distrito Federal. O teste duplo cego, com aplicação da vacina em 50% dos voluntários e de placebo nos demais, envolveu 12,5 mil profissionais de saúde.

A vacina é desenvolvida pelo Butantan há pouco mais de seis meses, em parceria internacional com a biofarmacêutica Sinovac Biotech, sediada em Pequim. O produto é baseado na inativação do vírus Sars-CoV-2 para induzir o sistema imunológico humano a reagir contra o agente causador da Covid-19. A tecnologia é similar à de outras vacinas amplamente produzidas pelo instituto de São Paulo.

Em novembro, a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, publicou os resultados de segurança da vacina do Butantan nas fases 1 e 2, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação mostrou que o produto é seguro e capaz de produzir resposta imune em 97% dos casos em até 28 dias após a aplicação.

 

 

Fonte: O Imparcial

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