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Rossieli confirma retomada de projeto de destruição da carreira do magistério. Não vamos aceitar!

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Secretário afirmou que fez 30 reuniões sobre a carreira. Porém, essas reuniões foram realizadas entre 2011 e 2014 e não na sua gestão.

 

Em reunião de prestação de contas perante a Comissão de Educação e Cultura da Alesp realizada na terça-feira, 24, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, desenhou um sistema de ensino estadual altamente tecnológico, impecável, eficiente e de qualidade.

Nada mais distante da realidade. Durante a própria reunião, no chat do Youtube, professores seguidamente questionaram a eficácia dessas medidas, afirmando que suas escolas não dispõem dos recursos de banda larga, tampouco os equipamentos igualmente anunciados pelo secretário.

 

 

Queremos concursos públicos!

Em diferentes momentos, o secretário se referiu à contratação de professores. O que ele não diz é que são contratações de professores temporários, com baixos salários e escassos direitos. Há mais de sete anos os governos do PSDB não realizam concursos públicos para contratação de professores no estado de São Paulo. Hoje, 57,1% dos Professores de Educação Básica I e 34,3% dos Professores de Educação Básica II são temporários (categoria O).

Lembremos que a situação dos professores da categoria O irá piorar ainda mais se for aprovado o PLC 26/2021, que reduz em 10% o salário deste segmento em relação aos salários dos professores efetivos. O secretário afirma que serão enviadas correções neste projeto.

 

 

Política de subsídio para destruir nossa carreira

Rossieli reconheceu que os professores recebem baixos salários e não são valorizados, porém a resposta é a pior possível. Em vez de melhorar a carreira, o governo Doria pretende destruí-la, substituindo salários por subsídios. Ou seja, em final de carreira, o professor nada acumula, pois quem aderir a essa remuneração por subsídio perderá o direito a todos os adicionais (sexta-parte, quinquênios, gratificações).

 

Os reajustes salariais, de um nível para outro, dependerão de avaliações de desempenho. Não aceitaremos esse retrocesso!

Devemos estar preparados para defender a nossa carreira. Ela não é a dos nossos sonhos, mas valoriza, de alguma forma, o tempo de serviço e a formação de seus integrantes.

 

 

Reuniões sobre a carreira não foram realizadas nesta gestão

O secretário falou durante o encontro que sua gestão realizou 30 reuniões sobre a carreira do magistério. Não é verdade. Houve sim um processo de debates sobre a carreira, por meio de uma comissão paritária, mas isto ocorreu na gestão do então secretário Herman Voorwald. Foram produzidas importantes propostas, que jamais foram implementadas pelos governos posteriores do PSDB.

 

 

Aulas presenciais, só com vacinação completa e segurança sanitária

Em relação à volta às aulas presenciais, o secretário tentou comparar o incomparável, ao fazer paralelos entre a rede estadual de ensino e países mais desenvolvidos. Porém, nesses países, a exemplo da Alemanha, França, Estados Unidos, há rigidez nos protocolos sanitários, distanciamento mínimo de 1,5 m a 2 m nas escolas, os professores e a população já vinham sendo vacinados desde dezembro de 2020 e há testagem semanal ou mais de uma vez por semana entre os estudantes.

 

 

SEDUC não investe nas escolas, na valorização do magistério e na qualidade do ensino

 

No que se refere às condições de infraestrutura das escolas, Profes-sora Bebel, presidenta da APEOESP, deputada estadual e ex-presidenta da Comissão de Educação e Cultura, lembrou que o próprio secretário reconheceu sua precariedade quando assumiu o cargo. Porém, pouco avançaram as reformas nas escolas estaduais. O que vimos foram medidas paliativas, imediatistas e pontuais.

Professora Bebel também reivindicou valorização salarial dos professores e professoras, iniciando-se pela imediata aplicação de reajuste de 10,15% que está parado no STF devido a recurso do governo de São Paulo. Reivindicou ainda um amplo debate sobre a carreira do magistério e questionou o fato de que os professores e suas entidades nunca são chamados a debater os projetos que impactam a Educação e os direitos da categoria.

Finalmente, a deputada Professora Bebel também divergiu do secretário em relação ao ensino médio, discordando de que os “itinerários formativos” sejam um avanço, pois desconsideram o direito de todos os estudantes terem acesso aos mesmos conhecimentos fundamentais na educação básica para sua formação integral.

 

 

 

Fonte: APEOESP (Informa Urgente 109/2021)

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