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Propostas da diretoria estadual colegiada para a assembleia estadual regionalizada. Continuamos na luta em defesa da vida

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O momento requer a continuidade da nossa greve. Lamentavelmente, as infecções pelo novo coronavírus crescem a cada dia. Ao mesmo tempo, o governo vem se enfraquecendo em sua intransigência em manter escolas abertas, sem estudantes, praticando um vergonhoso assédio moral contra os professores e se escondendo da mídia para não admitir que temos razão em nossas denúncias sobre as condições dessas escolas.

Na luta em defesa da vida, contra as aulas presenciais, a APEOESP atua em diversas frentes, sempre trabalhando pela ampliação e fortalecimento da nossa greve e do nosso movimento.

 

Primeira frente de atuação: debate permanente com a nossa categoria

Em primeiro lugar, dialogamos com a nossa categoria, com as professoras e os professores, para que adiram ao movimento, que não compareçam às escolas, mantendo-se em trabalho remoto, mas buscando sempre o contato com as escolas para conversar com professores, funcionários, estudantes e pais que ali estão, sempre para ampliar e fortalecer o movimento.

 

Segunda frente de atuação: dialogando com os pais e as mães

Outra frente fundamental é o convencimento dos pais/mães de que não devem enviar seus filhos às escolas sem vacinação e sem condições estruturais, equipamentos e pessoal suficiente para garantia da segurança sanitária e proteção à vida.

Esse diálogo permanente, que já realizávamos desde 2020, produziu o resultado atual, ou seja, não há estudantes nas escolas. A frequência é inferior a 5%, quando o governo tinha a expectativa de ter pelo menos 35% dos estudantes nas salas de aula. Para fazer de conta que há atividades normais, o secretário Rossieli chega ao cúmulo de determinar a junção de turmas, criando oportunidades para a disseminação do vírus.

Nessa luta, nós estamos, de certa forma, representando todos os segmentos que compõem a comunidade escolar: professores, estudantes, funcionários e suas famílias, porque defendemos a vida de todos contra o vírus e também contra esse governo insensato e genocida.

 

Terceira frente de atuação: professores com comorbidades e grupo de risco por idade

Também atuamos junto aos professores e professoras que estão afastados por pertencerem ao grupo de risco por idade e por comorbidades, defendendo seus direitos frente a medidas ilegais que buscam forçá-los ao retorno. Devem se manter em trabalho remoto, pois as escolas não são locais seguros para eles e para toda a comunidade escolar.

Quarta frente de atuação: informar e esclarecer a categoria, a comunidade escolar e a sociedade sobre a gravidade da pandemia

Ao mesmo tempo, procuramos divulgar e esclarecer a categoria, a comunidade escolar e a sociedade sobre o agravamento da pandemia e do seu impacto na rede estadual de ensino, com mais de mil e duzentos casos e mais de 20 óbitos por Covid-19 em um universo de 630 escolas, o que, infelizmente, nos faz projetar uma situação mais grave ainda no próximo período.

Um caso emblemático e muito entristecedor é o da estudante de 13 anos falecida em Campinas nesta semana, o que demonstra o potencial destrutivo das novas variantes do novo coronavírus, altamente contagiosas e que têm provocado vítimas entre crianças. No Reino Unido, por exemplo, em torno de cem crianças são internadas, vítimas da Covid-19.

 

Nosso movimento se dá dentro e fora das escolas, nas ruas e em todos os espaços

Portanto, nossa greve combina a mobilização social e a presença nas escolas para construir e ampliar nosso movimento em defesa incondicional da vida, levando a categoria a recusar o trabalho presencial, mantendo-se em teletrabalho, pois a principal prioridade neste momento é todos estarem vivos e bem.

Por isso, a meta é ampliar e fortalecer a mobilização utilizando todos os instrumentos ao nosso alcance, na perspectiva de um movimento social em defesa da vida. Isso envolve, entre outras iniciativas:

 

PROPOSTAS

l Manter e intensificar visitas às escolas, registrando e divulgando-as, para conversar com os professores, funcionários, estudantes e pais/mães

l Realizar carreata no dia 4/3, na Av Paulista em conjunto com demais profissionais da Educação, trabalhadores da saúde, estudantes, juventude, pais/mães, centrais, movimentos e todos os segmentos que se coloquem em defesa da vida

l Nova assembleia em 5/3

l Fortalecer e ampliar a luta pela vacinação dos profissionais da Educação na primeira etapa e por vacina para todos

l Exigir testagem em massa dos profissionais da Educação e comunidade escolar – cobrar providências das Diretorias de Ensino e das Prefeituras para que os testes sejam disponibilizados na rede pública de saúde

l Continuar trabalhando com carros de som nos bairros, escolas, terminais de ônibus e estações de metrô (Capital)

l Realizar panfletagens nas escolas e em outros locais de interesse a serem definidos pelas subsedes

l Criar comitês de vigilância e fiscalização nas regiões, por grupos de escolas, reunindo professores, funcionários, estudantes, pais/mães, Ministério Público e outros segmentos e entidades

l As subsedes devem realizar lives simultâneas em defesa da vida, pela vacinação e contra as aulas presenciais, em dia e horário a serem definidos

l Lutar pelo auxílio emergencial nacional e no estado de São Paulo

l Publicar cartilha sobre as necessidades estruturais e materiais das escolas para a segurança sanitária, vacinação e testagem em massa

l Continuar ocupando todos os espaços possíveis nas mídias estaduais e regionais

 

Exigir a testagem em massa para professores, funcionários e estudantes

A SEDUC faz da questão do protocolo sanitário nas escolas uma obra de ficção. Entre tantas outras contradições, orienta professores, funcionários e estudantes, nas escolas onde há caso de suspeita ou confirmação de Covid-19, a fazerem o teste. Porém, na rede pública de saúde não há testes disponíveis. Assim, as subsedes devem cobrar das Diretorias de Ensino providências neste sentido junto à Secretaria de Saúde, bem como fazer gestões próprias junto aos prefeitos para que viabilizem esse atendimento.

 

Conseguimos impedir a desvinculação dos recursos para Educação e saúde

Importante salientar a recente e importante vitória da qual participamos destacadamente nesta semana, com o recuo do relator da MP 186/2020 (PEC emergencial) em relação à tentativa de retirar da Constituição a vinculação de recursos para a Educação e a saúde, demonstrando que a luta sempre vale a pena.

 

Fonte: APEOESP (Informa Urgente 038/2021)

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