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Petrobras vai monitorar impacto de invasão à Ucrânia para petróleo antes de decidir sobre reajustes

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A Petrobras avaliará os impactos da alta volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, após o ataque feito pela Rússia à Ucrânia, antes de tomar qualquer decisão sobre os preços, disse o diretor-executivo de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella.

“Não tenho uma resposta fácil nem simples neste momento, o fato é que devemos continuar observando o mercado por mais algum tempo e observando em paralelo a evolução do câmbio no Brasil”, disse o executivo.

O presidente da companhia Joaquim Luna e Silva, disse à Reuters que o cenário ainda é de muita incerteza e volatilidade para uma definição de eventuais reajustes. “Estamos vivendo um momento de pico de volatilidade e de extrema incerteza. Nesse cenário, vamos continuar observando minuto a minuto”, declarou.

Segundo a Petrobras, a desvalorização recente do dólar frente ao real tem permitido que a empresa mantenha, desde 12 de janeiro, os valores médios de gasolina e diesel inalterados em suas refinarias, apesar de um avanço das cotações do barril do petróleo no exterior.

O último reajuste de preços de combustíveis foi anunciado em janeiro pela Petrobras

“Com relação a defasagem… em função de diversas tensões geopolíticas, a gente tem observado elevação dos preços nas ultimas semanas e, em paralelo o dólar foi desvalorizando. Com esses dois movimentos, em contraposição, a gente pôde manter nossos preços”, afirmou.

O petróleo Brent superou a marca de 100 dólares o barril pela primeira vez desde 2014 nesta quinta-feira, subindo cerca de 7% para quase US$ 105 por volta de 13h (horário de Brasília), o que levou a alta no acumulado no ano a romper os 30%. Já o dólar saltou nesta quinta-feira frente ao real depois de a moeda norte-americana cair pelo quarto pregão consecutivo na véspera.

“No momento atual, hoje em particular, naturalmente trouxe uma volatilidade muito mais elevada para os mercados, que a gente ainda está observando”, ponderou.

Mastella frisou ainda que a empresa segue praticando preços que a gente julga competitivos em equilíbrio com o mercado internacional, mas evitando repassar volatilidades.

“Esse equilíbrio entre preço interno e preço internacional é o que garante atendimento a mercado interno em bases econômicas, sem risco de desabastecimento, pelos diversos atores”, frisou.

Em coletiva nesta quinta-feira (24), os diretores da Petrobras afirmaram que a crise pode gerar um impacto “significativo” nos custos de gás natural liquefeito (GNL) por conta dos gastos com regaseificação. No entanto, não informaram se esses custos serão repassados aos clientes.

Mastella admitiu que o mercado está num momento de volatilidade de preços e que, por isso, grande “parte dos atores está observando onde está o ponto de estabilização”.

Desde 2016, a Petrobras alterou a sua política de preços para seguir a paridade com o mercado internacional. Os preços de venda dos combustíveis praticados pela estatal passaram a acompanhar a variação do valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil.

A Petrobras é dominante no mercado. E, portanto, qualquer mudança adotada pela estatal produz impacto em toda a cadeia.

O valor dos combustíveis também é composto, em menor proporção, pelos tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda. Há ainda o custo do etanol anidro, que é adicionado à gasolina, e o valor do biodiesel, que compõe o diesel.

Fonte: G1
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