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Mulher leva cadáver em cadeira de rodas para tentar receber um empréstimo de R$ 17 mil

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No Rio de Janeiro, uma mulher foi levada pra delegacia depois de tentar receber um empréstimo de uma pessoa que já tinha morrido.
Golpistas muitas vezes usam o nome de pessoas mortas. Nesta terça-feira (16), em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, um caso foi muito além disso.
“Tio Paulo, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, tem que ser o senhor. O que eu posso fazer, eu faço”, diz a mulher para o cadáver em um vídeo gravado pelas funcionárias da agência bancária.
Érika de Souza Vieira Nunes levou ao banco um corpo em uma cadeira de rodas. Ela tentava concluir um empréstimo de R$ 17 mil que já tinha sido aprovado em nome do morto. Para isso, tentou forçar uma assinatura, segurando várias vezes a mão do cadáver.
Érika: O senhor segura, o senhor segura forte para caramba a cadeira aí. Ele não segurou ali a porta?
Funcionária: Não vi.
Érika: Viu não?
Funcionária: É, a gente também não…
A mulher se apresentou na agência como sobrinha do homem. Ela tentou passar a impressão de que tudo estava normal, levantando a cabeça do homem morto, que obviamente não se sustentava. As funcionárias do banco desconfiaram de que algo está muito errado.
Érika: Tio, está sentindo alguma coisa? Mas ele não diz nada.
Funcionária: Eu acho que ele não tá bem não.
Funcionária: A senhora está sozinha?
Érika: Sim.
A mulher foi a única ali que não se mostrou assustada ou preocupada com a situação e chegou até a sorrir.
Funcionária: É, ele não tá bem não. A corzinha não está ficando…
Érika: Mas ele é assim mesmo.
Funcionária: É?
Érika: É. Ô tio, tio…
Funcionária: É, não está não.
As funcionárias do banco chamaram o Samu, que constatou a morte. O homem na cadeira de rodas tinha 68 anos e a polícia investiga há quanto tempo ele estava morto. O corpo foi levado para o IML.
Érika foi conduzida para a delegacia no início da noite.
“O médico do Samu, ao chegar ao local, constatou que ele já estava em óbito e, aparentemente, há algumas horas. Ou seja, ele já entrou morto no banco. O principal é: a gente continuar a investigação, para a gente identificar demais familiares e saber se, quando esse empréstimo foi realizado, se ele estava vivo, qual é a data desse empréstimo”, diz o delegado Fabio Luiz.
Diante de uma situação tão inacreditável, o delegado ainda está estudando como enquadrar o caso, que, além de tudo, teve até bronca em um homem que já estava morto.
“Se o senhor não ficar bem, vou te levar pro hospital. O senhor quer ir para UPA de novo?”, disse Érika ao cadáver.
Fonte: Jornal Nacional
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