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Morre idosa que teria sido maltratada em clinica que foi fechada pela Vigilância Sanitária em Tupã

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Será sepultada nesta quarta-feira (27), no Cemitério da Saudade, Doralice Luppe, 82 anos, vítima de maus-tratos na clínica Home Care – Atentos – “Viva Mais”, que teve um de seus sócios preso e suas atividades encerradas por determinação do Ministério Público e da Vigilância Sanitária de Tupã-SP.

Luppe sofria de doença crônica neurodegenerativa e foi transferida para outra unidade com quadro de desnutrição. Além de ter sofrido possíveis maus-tratos, sua filha, que reside há 20 anos em Caxias do Sul (RS), contou que sua mãe teve três empréstimos feitos em seu nome que lhe deram prejuízos de R$ 20 mil.

Por conta dessas irregularidades a polícia fez buscas nos três estabelecimentos: Lar de Idosos e Home Care, instalado na Rua Guaranis, 1.441, esquina com Tapajós.

Uma leitora ao saber do ocorrido fez um desabafo: comentou como sua mãe foi negligenciada na clínica de André e Amaro. Maria Barbosa Viana resistiu aos maus tratos, graças à intervenção de familiares que residem na região de Ribeirão Preto.

“Minha mãe foi internada em estado grave na Santa Casa de Misericórdia, com uma ferida enorme em todo corpo. Depois de 24 dias em estado grave, minha mãe saiu do hospital e a transferimos para outra clínica – a Galileu”, escreveu ao blog, Débora Sueli Viana Santana. Maria Barbosa Viana já é falecida.

Quem conhecia o histórico dos proprietários das Clínicas Home Care – Atentos, em Tupã (SP), André Aparecido Felipe e Amaro já suspeitava sobre o que pudesse acontecer por trás dos altos muros dos estabelecimentos localizados nas Ruas Guaranis 1.441, Potiguaras, Tiradentes e, depois, na Itapicurus, 269. Os últimos endereços com unidades funcionando clandestinamente.

Ex-funcionários que atuaram nos estabelecimentos, alguns inclusive, deixaram o emprego sem receber pelo trabalho executado informaram que além dos estelionatos continuados contra os pacientes, os idosos também eram maltratados.

Apesar de os fatos terem sido relatados, é quase impossível a existência de prova material sobre os atos. “Nós não podíamos portar o celular, eles proibiam, talvez temendo que a gente gravasse em áudio ou em vídeo o tratamento agressivo contra os pacientes”, afirmou uma ex-colaboradora.

Segundo ela, os idosos eram puxados pelos braços, ficavam sem se alimentar e alguns eram até amarrados. As amarras só eram retiradas quando se aproximava o horário de visita previamente agendada por algum familiar.


Fonte: Jota Neves

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