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Mapas mostram bombardeios russos à Ucrânia, posição das tropas e região que é epicentro da crise

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, na parte da Ucrânia conhecia como Donbass, como países independentes, e aprovou o envio de militares para “manter a paz” na área.

Veja abaixo nos mapas os principais alvos do ataque dos russos e as regiões de conflito entre os dois países.

Com a decisão do líder russo, o processo de paz no leste da Ucrânia, onde um conflito entre forças do governo e separatistas apoiados por Moscou já matou pelo menos 15 mil pessoas desde 2014, poderá ser minado.

Veja nos MAPAS ABAIXO como os territórios se dividem e onde o conflito ocorre mais intensamente.

ENTENDA: Gasoduto na região de conflito

As regiões de Luhansk e Donetsk têm zonas controlada pelos separatistas apoiados por Moscou e outras ainda em mãos do governo ucraniano. A linha que separa essas áreas é cenário de confrontos há anos.

Na terça-feira (22), países ocidentais anunciaram diversas sanções contra os russos. O chanceler alemão, Olaf Scholz, por exemplo, anunciou a suspensão da autorização para o gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha.

O Nord Stream 2 mede 1.230 quilômetros. Ele passa sob o Mar Báltico e tem capacidade de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. Segue o mesmo percurso que o Nord Stream 1, que funciona desde 2012 (VEJA NO MAPA ACIMA).

A gigante estatal de gás Gazprom conta com o Nord Stream 2 para fornecer gás natural acessível à Europa, complementando os gasodutos mais antigos que passam por Belarus e Ucrânia.

O sistema envelhecido que passa pela Ucrânia , segundo a Gazprom, precisa de reformas. O Nord Stream 2 também reduziria custos economizando taxas de trânsito pagas à Ucrânia .

A Europa é um mercado chave para a Gazprom, cujas vendas reforçam o orçamento do governo russo.

Poderio militar russo

A Rússia mobilizou mais de 100 mil soldados na região a fronteira com a Ucrânia para a realização de exercícios militares nas últimas semanas.

Moscou vinha negando qualquer interesse de invadir a Ucrânia. O país, no entanto, está praticamente cercado pelo poderio militar russo (veja abaixo)

OTAN

Para tornar a situação ainda mais tensa, a Ucrânia está posicionada justamente entre a Rússia e seus aliados e diversos membros da Otan, a aliança que os russos querem evitar que os ucranianos passem a integrar.

Rússia e Ucrânia têm relações ruins desde a chegada ao poder em Kiev, em 2014, dos setores pró-Ocidente, após a revolta da praça Maidan, que foi seguida pela anexação da península ucraniana da Crimeia pelos russos e o conflito com os separatistas no leste, na região conhecida como Donbass, onde ficam Donetsk e Luhansk.

ACORDO DE PAZ

Os acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, tornaram possível reduzir significativamente os confrontos, mas eles continuam desde então, ainda que em ritmo reduzido.

Os acordos preveem a reunificação de ambas as regiões com a Ucrânia, mas com Kiev concedendo ampla autonomia às duas regiões.

O leste ucraniano não é a única porta de entrada. Veja outras frentes de ação militar:

Mapa de Belarus

Belarus, país aliado da Rússia, também faz fronteira com o norte da Ucrânia – e a uma distância relativamente próxima à capital ucraniana Kiev.

Batalhões de soldados, jatos e sistemas antimísseis russos estão em Belarus para a realização de exercícios militares na fronteira ucraniana.

Além disso, existem ações próximas às fronteiras com a Polônia e a Lituânia, países integrantes da aliança militar do Ocidente, a Otan.

Mapa de Transdnístria

No oeste da Ucrânia fica a Transdnístria, uma região autônoma da Moldávia que pode causar problemas.

O território está alinhado com a Rússia e tem cerca de 1.500 soldados russos dentro de sua área de controle.

Em um referendo de 2006, a região reiterou sua vontade de se separar e também apoiou uma eventual anexação à Rússia – quase metade da população da região é de etnia russa.

Mapa da Crimeia

Já no sul da Ucrânia fica a península da Crimeia que foi invadida e anexada pelos Russos em 2014.

A região estratégica que garante acesso da Rússia ao Mar Negro. Por lá, a Rússia realizou exercícios militares com cerca de 30 navios de guerra.

 

 

 

Fonte: G1

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