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Greve sanitária pela vida e contra as aulas presenciais esvazia escolas

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Movimento prossegue e vai se fortalecer

 

O primeiro dia da greve sanitária pela vida, apesar do violento assédio moral e pressões do secretário da Educação e do governador, contou com a adesão de 15% dos professores em todo o estado, além da parcela que já realiza trabalho remoto por pertencerem ao grupo de risco em função da idade e comorbidades, cujo número exato não conhecemos. O movimento deve crescer a partir desta terça-feira, 9/2, considerando que este primeiro dia teve um caráter organizativo.

Este primeiro dia de greve evidenciou também a baixíssima presença de estudantes, em torno de 5%, muito abaixo do percentual de 30% pretendido pelo governo. Isto mostra que a sociedade está consciente dos riscos da reabertura das escolas neste contexto de grave pandemia e demonstra que o diálogo que a APEOESP vem realizando obteve resultados. Atendendo nosso apelo para que não enviem seus filhos às escolas nesta situação, pais e mães se recusou a colocar seus filhos e suas famílias em risco.

 

 

Uma luta sócia

 

A comunidade compreende a necessidade de preservação da vida e sabe que as escolas públicas estaduais não estão preparadas. Ainda assim, sem estudantes, a cada momento recebemos novas notificações de casos de Covid-19. Até o momento de fechamento deste Boletim, num universo de 96 escolas das quais tivemos informações, já são 209 casos confirmados, entre eles internações, intubações e também óbitos.

O próprio governo reconheceu a fundamentação dos nossos argumentos ao determinar o fechamento de sete escolas nesta segunda-feira, de acordo com reportagem do jornal Agora. Solicitamos às subsedes que continuem comunicando para imprensa@apeoesp.org.br e por outros meios todos os casos de Covid-19 que vem ocorrendo nas unidades e, também, todas as situações em que a escola necessitou ser fechada.

Lembramos que além do ambiente escolar sem estrutura adequada para o protocolo sanitário, sem ventilação, sem funcionários para limpeza, com álcool em gel vencido, EPI em número insuficiente e merenda seca, o deslocamento para as escolas, e transportes públicos lotados também propiciam o contágio. Além do fato de que fazer circular professores e estudantes que podem realizar suas aulas de forma remota, também é uma atitude incompreensível, que dificulta o controle da pandemia.

 

 

Professor, professora, adiram ao trabalho remoto

 

 

A APEOESP reafirma a orientação aos professores para que não compareçam ao trabalho presencial nas escolas, protocolem o requerimento que novamente reproduzimos e para que façam contado com seus alunos, realizem as aulas remotas, fazendo todos os registros exigidos para que as aulas sejam válidas.

Vamos continuar nossa luta, porque a preservação da vida está acima de tudo.

 

Aprendizagem se recupera. Vidas não!

 

 

Fonte: APEOESP (Informa Urgente 025/2021)

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