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Doria e Rossieli utilizam a educação pública como PALANQUE ELEITORAL

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Não aceitamos projetos excludentes

Em evento realizado na manhã de segunda-feira, 13, no Memorial da América Latina, sem qualquer preocupação com os riscos de aglomeração, o governador João Doria e o secretário da Educação, Rossieli Soares, anunciaram que pretendem atingir 1855 unidades escolares em escolas PEI (Programa de Ensino Integral) no próximo ano.

A atividade, que contou com a presença de centenas de diretores de escolas, teve característica tipicamente eleitoreira.

Num momento em que todos devem lutar para salvar vidas diante da gravidade da pandemia no país e no nosso estado (São Paulo tem 24,7% do total de óbitos por Covid no Brasil), o governo quer impor o prolongamento da permanência de professores, funcionários e estudantes nas escolas através do PEI.

 

Sem estrutura adequada

Esse programa, que exclui estudantes trabalhadores, pois muitos são obrigados a abandonar os estudos por falta de alternativas próximo de suas residências, faz coro com demais projetos excludentes propostos pela SEDUC. O “novo” velho ensino médio, por exemplo, aprofundará ainda mais o grande abismo entre escolas para pobres e para ricos ao reduzir as disciplinas de caráter humanista. O objetivo é a formação de mão de obra barata para ocupações de baixa qualificação e remuneração.

Atualmente, as escolas estaduais mal possuem estrutura adequada para um trabalho de qualidade no ensino regular de cinco horas. A ampliação para sete ou nove horas diárias de atividades sem as adequações, debates necessários, participação da comunidade escolar nas decisões através do Conselho de Escola não passa de propaganda eleitoreira.

A anunciada gratificação de 75% para os professores também é um engodo, já que poderá ser retirada a qualquer momento e será oferecida a um número irrisório da categoria. Além disso, não é incorporada ao salário base, ou seja, a aposentadoria não contará com esse adicional.

Não vamos aceitar que a escola pública estadual seja utilizada de forma irresponsável como um simples instrumento de marketing eleitoral.

 

 

Fonte: APEOESP (Informa Urgente 093/2021)

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