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Diocese de Marília cria Comissão para receber denúncias de abusos sexuais praticados por padres

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Neste mês de março a Diocese de Marília deu início à Comissão Diocesana para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade, contra o abuso sexual praticado por padres. O bispo Dom Luiz Antonio Cipolini publicou o Decreto de criação, deu a provisão aos membros e assinalou que a Igreja de Marília quer “o bem estar e a integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis”.

Segundo descreve o press kit publicado pela Diocese de Marília, em texto de apresentação assinado pelo bispo Dom Luiz Antonio Cipolini, “o objetivo desta Comissão, formada por padres e leigos, é buscar respostas objetivas ao problema do abuso sexual contra menores e vulneráveis”, diz. “Sabemos que essa realidade não existe apenas dentro da Igreja, mas não podemos fechar os olhos diante das faltas cometidas, particularmente, por ministros ordenados. Reconhecer as fragilidades presentes dentro e fora da Igreja nos impele a agir no sentido de ajudar aqueles que se feriram, juntamente com suas famílias, a curar o coração e reencontrar a paz interior”, continua o texto.
Na sequência, a apresentação do bispo diocesano informa que o desejo da Diocese de Marília ao instituir a Comissão é corresponder ao pedido do Papa Francisco, expresso em Carta Apostólica Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi (Vós sois a luz do mundo), de 9 de maio de 2019, para que sejam criados sistemas estáveis e facilmente acessíveis ao público para apresentar as denúncias de abusos sexuais praticados por clérigos. “Além de ouvir denúncias cabe à Comissão acolher e acompanhar as possíveis vítimas com atenção cristã, oferecendo-lhes ajuda no processo de cura, apurar e encaminhar as devidas providências mediante os possíveis delitos”, cita. “É importante criar uma cultura de prevenção aos abusos para que possamos “oferecer às vítimas, ao Povo da Santa Mãe Igreja e ao mundo inteiro […] o compromisso em prol duma conversão pessoal e coletiva, a humildade de aprender, escutar, assistir e proteger os mais vulneráveis”, prossegue o texto.
Além de uma clara posição de atenção, apoio e acolhimento às vítimas de abusos sexuais, a apresentação no press kit traz também uma fala em direção aos abusadores. “É necessário também olhar para os abusadores, reconhecendo neles irmãos que necessitam de ajuda e que devem prestar contas de seus atos para as leis eclesiásticas e civis”, orienta. “Assumimos a responsabilidade de orientar e exortar devidamente, segundo o discernimento da Igreja, aqueles que erram e também assumimos como nossa dor, a dor das pessoas que sofreram abusos e de suas famílias. É dever de toda a comunidade eclesial proteger os seus membros vulneráveis abusados, explorados e esquecidos”, encerra Dom Luiz Antonio Cipolini.
A Comissão
Segundo o press kit, o objetivo da Comissão é facilitar que as pessoas possam informar sobre possíveis abusos que estejam acontecendo aos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade no território diocesano e, ao mesmo tempo, assegurar que as informações recebidas sejam convenientemente averiguadas e que sejam tomadas as medidas necessárias.
Compete à Comissão:
– Assessorar o bispo ao receber denúncias e informações, sobre eventuais delitos contra o sexto mandamento do Decálogo previstos no artigo 1o, §1o a) e b) do Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi;
– Discernir sobre cada caso, oferecer ao bispo parecer escrito sobre os fatos denunciados;
– Estudar e sugerir ao bispo medidas de acolhimento, acompanhamento pastoral e ajuda pertinente às vítimas;
– Assistir o coordenador da Comissão no discernimento sobre os encaminhamentos a serem dados após a recepção de denúncia;
– Organizar e custodiar, de maneira conveniente, os documentos recolhidos e produzidos no exercício das competências da Comissão;
– Acompanhar os desenvolvimentos na legislação civil e canônica e apresentar ao bispo propostas para a sua aplicação;
– Desenvolver e promover protocolos e medidas de prevenção contra abusos sexuais de menores e de pessoas em situação de vulnerabilidade e de abuso de autoridade para a prática de delitos contra o sexto mandamento do Decálogo para a Diocese de Marília.
Como denunciar
Conforme o press kit, as denúncias podem ser apresentadas num dos seguintes modos:
– De modo presencial no seguinte endereço: Cúria Diocesana, à Avenida Nelson Spielmann, 521, Marília/SP. As denúncias presenciais devem ser agendadas previamente pelo e-mail: comissaotutela@yahoo.com.br ou pelo telefone (14) 3401-2360. As denúncias presenciais serão acolhidas sempre pelo coordenador (ou seu delegado) e mais outra pessoa da Comissão;
– Pelo e-mail: comissaotutela@yahoo.com.br;
– Por carta registrada, enviada para: Comissão Tutela de Menores e Vulneráveis – Av. Nelson Spielmann, 521, Caixa Postal 11, CEP 17500-970, Marília/SP;
– Pelas autoridades civis segundo as modalidades previstas na legislação (cf. Vademecum da Congregação para Doutrina da Fé, no 10);
– Para notícias de abuso veiculadas pelos meios de comunicação de massa, o coordenador fará com os membros da Comissão cuidadoso exame, discernindo o que é opinião, indício e/ou fato (cf. Vademecum da Congregação para Doutrina da Fé, no 11).
– Os denunciantes, as eventuais vítimas e/ou seus representantes serão orientados sobre o direito de apresentar sua denúncia também às autoridades civis competentes, nos termos da legislação civil (Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi Art. 4o, § 3o).
Fonte: Siga Mais
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